segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sobre guarda-chuvas e histeria

Visito um grande e antigo (talvez um faça o outro) amigo em sua nova casa. Cuida de cachorros, come frutos do mar e me avisou: carne de camarão é tão cara quanto a de boi. Mas ele prefere a de camarão - às vezes, dependendo de quem você conhece, camarão é de graça - e o boi?

Ceamos. Melhor camarão da minha vida (o primeiro também). Está feita a confissão - a maior parte de minha vida morei no litoral e nunca fui muito fã de frutos do mar.

Depois da refeição; sua esposa, que é psicóloga, já me deu o diagnóstico: sofro de histeria.

Tomamos mais algumas cervejas, agradeci e deixei um guarda-chuva como retribuição pela hospitalidade - em Florianópolis, um guarda-chuva vale muito pra essa semana.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Após a entrevista

Foi uma coletiva. Tinha gente que nem sabia o que estava fazendo lá (provavelmente eu era uma delas, mas isso não vem ao caso). No final, uma garota que prestaria vestibular para o mesmo curso que o meu perguntou: "então esse é o destino de quem se forma, ir trabalhar na Saraiva?".

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Fui pedir emprego

Cheguei pra ela e disse:

- Mais-valia, por favor.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Os blogs pararam?

Alguém lê blog? Sinto que a net ficou como um grande eco onde ouvimos (lemos) nossos próprios egos: deve ser por isso que sigo meu próprio blog. Minhas atualizações devem ser um alívio para que eu pense diferente disso.

Vi o fito sim - muito divertido, tomara que ano que vem tenha mais - poderei levar meus futuros sobrinhos (ainda no forninho) para passearem lá.

Abraços a todos.

domingo, 14 de novembro de 2010

Casamento

Meu irmão casou. Eu estava lá. Eu fiquei feliz.

O Tom Zé tocou. Eu não estava lá. Não sei o que senti: não estava lá de qualquer forma.

Hoje tem mais Fito. Estarei lá sim. Poderei sentir algo.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Antes um Lucas do que nenhum

Fiz a prova hoje. Estranhamente, as três respostas tiveram o mesmo tamanho: duas páginas.

Será que respondi à mesma pergunta três vezes?

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Quick chat:

- O que você faz no seu trabalho?
- Rezo para sair.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um pouco mais do de sempre

O desenho da violência é o de uma espiral. Com o tempo, ela vai aumentando ou baixando. Tocando pontos que antes não tocava, aumentando seu raio de ação. Em Coronelópolis, esse desenho se estende para as linhas de ônibus, mercados públicos e ruas.

A violência da qual falo é a pratica pelos agentes da ordem, a força regular e a força especial, chamada pelos conhecidos como "homens de lei". O grande problema é que pensam que são os "homens-lei", sem a preposição.

Para que essa cidade tenha paz, é necessário que eles aprendam gramática.